sábado, 10 de dezembro de 2016

Escolher entre a prisão e as bombas em Alepo

ANGUS MCDOWALL e ELLEN FRANCIS
7 de Dezembro de 2016, 23:05

O regime tem autocarros à espera de quem decide
ir para as áreas que controla
O avanço das tropas governamentais deixa as populações civis perante um dilema de vida ou de morte.



À medida que as forças governamentais avançavam para o bairro rebelde de Sakhour, em Alepo, Hasan al-Ali enfrentava a escolha entre continuar onde estava e ser capturado pelo exército, ou fugir para um enclave rebelde cada vez mais pequeno sob constantes bombardeamentos.

Este pai de três crianças optou pela segunda hipótese – embora a comida, combustível, água e medicamentos estejam a esgotar-se nas áreas rebeldes – tão grande é o seu medo do Governo de Bashar al-Assad que os insurrectos tentam remover do poder há quase seis anos.

“Não trouxe nada comigo. 
Trouxe as crianças, corri para o meu carro e fui… 
Tomámos a decisão no último minuto, porque o exército poderia atacar a qualquer momento”, conta o homem de 33 anos, a partir do Leste de Alepo. 
Para Ali e milhares de outros habitantes das áreas que caíram para o exército nos últimos dias, o perigo e as privações do Leste parecem uma aposta mais segura do que a possível prisão ou o recrutamento no exército, caso se mudem para as áreas governamentais.

Mas enquanto alguns fugiram para o interior dos últimos bairros rebeldes, outros decidiram arriscar o perigoso cruzamento da linha da frente até às partes da cidade controladas pelo Governo, encarando esta opção como mais segura do que permanecer com quem está em desvantagem.

“Espero que a Síria regresse ao que era e que as pessoas possam ter a segurança e a paz que havia antes”, diz Abed al-Salam Ahmad, que viajou para o sector governamental com a sua mulher e as seis filhas depois de a sua casa ter sido atingida por uma bomba. 
O ex-operário de construção descreve as condições da casa como tão más que nem os animais iriam conseguir suportá-las e diz que os habitantes eram maltratados pelos rebeldes – algo que estes negam. 
A sua família fugiu ao amanhecer, escapando à troca de tiros quando atravessava a linha da frente. 
Ahmad falou com a Reuters TV numa fábrica de algodão abandonada na área de Jibreen, uma das duas instalações industriais abertas pelo Governo para receber os desalojados.

Os caminhos divergentes escolhidos por Ali e Ahmad ilustram as escolhas aterradoras que os civis enfrentam ao fugir de uma das batalhas mais ferozes da guerra síria. 
Tanto os rebeldes como o Governo se têm acusado mutuamente de manipular os receios dos habitantes de Alepo em seu favor. 
Os militares dizem que os rebeldes têm divulgado notícias falsas sobre abusos cometidos pelo Governo para impedir as pessoas de deixarem as zonas rebeldes. 
Pelo seu lado, os rebeldes dizem que as pessoas que falam em maus-tratos no seu território o fazem por medo do regime de Assad.

Desde que o exército avançou através da zona norte do enclave rebelde, há uma semana, capturando vários bairros grandes muito habitados, pelo menos 30 mil pessoas fugiram através da linha da frente a partir das áreas rebeldes, disse o gabinete que coordena as operações humanitárias da ONU. 
Milhares de outros – os números são mais difíceis de determinar porque as organizações internacionais não se encontram no Leste – recuaram para o sector dos rebeldes, incluindo para os bairros densamente habitados da Cidade Velha.

Muita fome

“Há muita fome. 
Eles estavam a dar-nos todos os dias ou a cada dois um saco de pão, ou seja, cinco pedaços de pão pita”, disse uma mulher que deu o nome de Um Ali, ou “mãe de Ali”, que fugiu para o sector governamental da sua casa no bairro de Jeb al-Qubba. 
Depois de o exército terminar a verificação dos seus documentos de identidade e dos da sua família, ela espera que possam mudar-se para casa do irmão num bairro na zona ocidental, que está nas mãos do Governo.

Muitos dos que escolheram permanecer nas áreas rebeldes acreditam que a verificação dos documentos de identidade é a antecâmara para detenções em massa, tortura e execuções extrajudiciais, e citam notícias de acções semelhantes – todas descritas por Damasco como fabricadas.

Na quarta-feira, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos [ONG ligada à oposição, com sede em Londres e uma rede de activistas no terreno, cuja informação é frequentemente correcta] disse que o Governo deteve centenas de pessoas. 
Uma fonte militar síria negou e disse que enquanto as identidades estão a ser confirmadas, ninguém estava a ser detido, mas é a habitual a ONU denunciar detenções deste tipo em cidades onde o exército chega ou entre populações em fuga para zonas controladas por Assad.

Kalil Halabi, 35 anos, um farmacêutico do bairro de Shaar, perto da nova linha da frente, mudou-se com a sua mulher e filhos para a Cidade Velha rebelde, depois do que descreveu como onze dias de bombardeamentos cada vez mais intensos. 
“A destruição é indescritível, membros, membros de corpos queimados. 
Edifícios caíram e foram incendiados, mesquitas foram totalmente destruídas”, afirmou. “Perdemos muitas pessoas… por causa das bombas-barril e dos rockets. 
Alguns morreram, outros ficaram com lesões permanentes.” 
Outros do mesmo bairro fugiram na direcção contrária, procurando abrigo em áreas governamentais.

40 anos numa casa

Para as pessoas com quem a Reuters falou, a decisão de abandonar a casa, mesmo perante tão grande privação e depois de uma guerra que começou em 2011 e chegou à sua cidade em 2012, surge como ponto de viragem. 
Mahmoud Zakaria Rannan, costureiro do bairro de Sheikh Najjar que tem seis filhos e era proprietário de uma pequena loja, diz que a sua família decidiu finalmente sair depois de ele ter sido ferido e quando a sua casa foi bombardeada. 
“Estive na minha casa 40 anos, iria eu deixá-la algum dia?”

A família foi para o bairro de Sheikh Khudr e depois para a Cidade Velha. 
Mas à medida que os combates continuavam, decidiram por fim juntar-se ao irmão de Rannan no bairro governamental de Adamiya. 
“Temos crianças e eu estou ferido… tivemos de andar muito devagar”, explicou. 
A viagem incluiu uma caminhada de duas horas através da cidade, que começou às 4h da manhã. 
“Havia um grande grupo connosco. 
Eles atacaram-nos até na auto-estrada do aeroporto.”

Alguns dos que permanecem cercados no sector rebelde podem ainda esperar escapar por via de um acordo, semelhante ao que permitiu que milhares abandonassem Daraya, nos arredores de Damasco, e fossem para Idlib, controlada pelos rebeldes, após anos de cerco. “Irei para outra área, vou levar a minha família e procurar refúgio noutro sítio, numa zona libertada, onde não esteja o regime”, diz Hasan al-Ali. 
Não confio nada no regime para ficar nas áreas que controla”.

Rebeldes sírios pedem cessar-fogo e retirada de civis de Alepo

PÚBLICO
7 de Dezembro de 2016, 11:55

Mais de cem mil pessoas continuam nas zonas cercadas
pelos combates
Apelo feito num comunicado na mesma altura em que grupos armados deixam as últimas áreas que controlavam na Cidade Velha.

A perder terreno a cada dia que passa, os rebeldes sírios cercados em Alepo emitiram um comunicado em que pedem um cessar-fogo temporário e a retirada da cidade de centenas de feridos, bem como de todos os civis que queiram deixar as zonas controladas pela oposição.

A tomada de posição surge na mesma altura em que se sabe que os rebeldes deixaram as últimas áreas que controlavam há quatro anos na Cidade Velha de Alepo – declarada património da humanidade – após um dia de intensos combates. 
É o último de uma série de recuos e derrotas iniciadas a 26 de Novembro, quando o Exército sírio, apoiado por milícias xiitas vindas do Irão e Iraque, entrou na metade oriental da cidade, que a oposição controlava desde o Verão de 2012. 
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a rebelião perdeu já 75% da área que controlava antes do início da ofensiva.

No comunicado divulgado esta quarta-feira, o Conselho da Liderança de Alepo, que reúne todos os grupos armados presentes em Alepo, propõe um "cessar-fogo humanitário de cinco dias", a entrar em vigor de imediato, e a retirada da cidade de cerca de 500 doentes e feridos, sob protecção das Nações Unidas.

A “iniciativa humanitária” defende ainda que todos os civis que queiram deixar as zonas cercadas sejam autorizados a partir para outras localidades na província de Alepo – milhares de pessoas deixaram a área nos últimos dias, mas calcula-se que entre 100 a 200 mil civis continuem nas zonas cercadas. 
Até agora, os rebeldes e civis retirados de zonas que se renderam foram levados para a vizinha província de Idlib, em poder de uma aliança de islamistas e jihadistas, mas os combatentes de Alepo insistem que a zona, fortemente bombardeada nas últimas semanas, deixou de ser segura.

Um responsável da oposição, que falou à Reuters a partir da Turquia, adianta que a proposta foi enviada a todas as partes internacionais envolvidas no conflito, mas até ao momento não foi recebida qualquer resposta. 
Na segunda-feira, a China e a Rússia vetaram uma proposta de resolução que propunha um cessar-fogo na região para permitir o envio de ajuda humanitária, alegando que a iniciativa era “hipócrita” e visava apenas permitir que a rebelião se reorganizasse.

O passado esplendoroso: Alepo antes da guerra

SOFIA LORENA

09/12/2016 - 20:52


Um minarete do século XI, uma cidadela imponente, um mercado medieval, um centro comercial do século XXI. 
Antes da guerra, que lá chegou em 2012, Alepo era uma cidade vibrante. 
Agora está em ruínas. 

Um passado que acabou, como diz a crónica de Sofia Lorena.

Alepo, o passado que acabou

SOFIA LORENA
9 de Dezembro de 2016, 20:59
Vista geral da cidade velha de Alepo

A zona antiga daquela que é uma das cidades há mais tempo habitadas no mundo nunca deixou de estar viva. 

O seu valor vinha de não ser um museu – os artesãos continuavam ali a trabalhar, as famílias vinham todos os dias às compras.



Dizemos regresso ao passado, pode ser o nosso, o histórico, pode existir e nós podemos mesmo lá voltar.

A agência Reuters decidiu esta sexta-feira divulgar um conjunto de imagens a que chamou “Fotografias de um passado de esplendor: Alepo antes da guerra”. 
Vi-as todas, uma a uma, e depois outra vez: as ruelas estreitas do bairro cristão, onde ouvi sinos e logo a seguir a chamada para as orações, onde assisti a uma missa e visitei uma sinagoga; a Cidadela, com os seus banhos turcos de cúpulas que parecem saídas de uma fábula; a vista da Cidadela para a Cidade Velha, a Grande Mesquita Omíada, a escola mesmo ao lado onde almocei da comida do vigilante que me convidou a conversar sobre a vida e o mundo, aquela rua do souq fechado, a loja de antiguidades, os raios de luz a cair reflectida no chão numa das esquinas, quando o sol consegue romper por entre as paredes grossas e os tectos de pedra abobadados…

Estive em Alepo uma só vez. 
Na cidade, à província com o mesmo nome já voltei durante a guerra. 
Na Alepo de 2005 descobri uma cidade que é de todos. 
Uma cidade síria mas que já era minha antes eu a conhecer. 
O minarete da mesquita Omíada era do século XI e já não existe, da mesquita ainda sobram as paredes. 
A Cidadela lá continua, imponente, a olhar o resto da Cidade Velha, com muitos buracos a mais. 
O souq medieval, quilómetros labirínticos, são ruinas, foi destruído e depois ardeu. 
A sinagoga está quase perdida, a maioria das igrejas também.

Em 2011, quando os sírios se começaram a manifestar, os protestos demoraram a chegar a Alepo, a capital comercial da Síria, rica e orgulhosa do seu presente e do seu passado – desde o segundo milénio a.C. que estava no cruzamento de rotas comerciais, diz a UNESCO. 
Em 2012, a oposição conseguiu apoderar-se de uma grande parte de Alepo, a metade oriental. 
A Cidade Velha, classificada pela UNESCO como Património Mundial, parte do que a organização da ONU descreve como “herança cultural imaterial” da Síria, estava na frente da linha de batalha e agora caiu para o regime.

A zona antiga daquela que é – com Damasco e Erbil – das cidades há mais tempo habitadas no mundo, que já foi “uma das cidades mais ricas que a humanidade conheceu”, por onde passaram hititas, assírios, acadianos, gregos, romanos, omíadas, mamelucos e otomanos, nunca deixou de estar viva. 
O seu valor vinha de não ser um museu – os artesãos continuavam ali a trabalhar, preservando saberes e culturas, as famílias vinham todos os dias às compras.

O nosso passado e a nossa história estão mais pobres. 
Vi as fotos de Khalil Ashawi e voltei a pensar que eu estou mais pobre. 
Vi cada uma e depois fechei os olhos e vi vendedores, o brilho da fruta e das sedas, os prateados das antiguidades, o beduíno que me pediu para o fotografar, as cores todas do universo; senti o cheio das tinturarias no primeiro andar, a textura dos sapatos de pele que comprei ao sapateiro que os fazia e que adivinhou o tamanho do meu pé sem perguntar. 
A certa altura ocorreu-me que ficou tudo no passado.

Daesh reconquista cidade síria de Palmira, Património da Humanidade

SOFIA LORENA
10 de Dezembro de 2016, 17:59
O pátio do santuário de Baal, no oásis de Palmira
Radicais tinham sido expulsos pelo regime de Assad em Agosto. 

Nos dez meses em que estiveram na cidade destruíram vários templos e monumentos.


Há dias que se anunciavam os avanços do Daesh e este sábado aconteceu mesmo: os jihadistas reentraram em Palmira, a cidade do deserto da Síria que é Património da Humanidade e de onde o regime de Bashar al-Assad os tinha afastado em Março com a ajuda da Rússia. Horas depois de dar conta da entrada dos combatentes o Observatório Sírio dos Direitos Humanos dizia que estes "já controlavam quase toda" a cidade-oásis. 

Os fundamentalistas que em 2014 declararam um califado em partes da Síria e do Iraque (e que se autodenominam Estado Islâmico) assumiram o controlo de Palmira em Maio de 2015. 
Na altura em que foram expulsos, estavam a perder território tanto no Iraque como na Síria, enfrentando de um lado as forças de Assad e os curdos sírios, do outro as forças do regime iraquiano e a aviação internacional, numa coligação liderada pelos Estados Unidos. 
Agora, regressam.

“Entraram em Palmira no sábado e ocupam o Noroeste da cidade, entretanto há combates com o exército no centro da cidade”, dizia o Observatório, organização não-governamental ligada à oposição e com uma vasta de rede de activistas e médicos no interior da Síria. Depois, veio a actualização. 

Os jihadistas avançaram pelos arredores do hospital da cidade (a cidade moderna começa mesmo ao lado das ruínas arqueológicas), nos subúrbios norte, depois de assumirem o controlo do bairro de Al-Amariya. 
Um dos primeiros alvos que tomaram foi o monte Tar, perto da cidadela antiga para dali lançaram disparos de rockets.

Por reconquistar estão apenas partes do sul de Palmira. 
O Observatório diz que se teme pela vida e segurança de todos os civis, uma vez que quase todas as pessoas que lá se encontram são apoiantes do Governo.

A actual ofensiva foi lançada pelos combatentes do Daesh há uma semana. 
Palmira fica 215 quilómetros a noroeste de Damasco, a capital síria.

Durante os dez meses que passaram em Palmira, os jihadistas destruíram vários monumentos da antiga cidade e de Tadmur, nas proximidades. 
Dois templos com 2000 anos, um arco e torres funerárias foram deixados em ruínas. 
O grupo já fez o mesmo no Iraque, destruindo vários lugares e monumentos pré-islâmicos, numa tentativa de arrasar a história não muçulmana destes países.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O bombardeamento do hospital russo em Aleppo. O principal matou duas enfermeiras; Ministério da Defesa culpa o incidente pelos "protetores de terroristas do Ocidente"

Meduza
12:16, 6 de dezembro de 2016
Hospital de campanha russo em Aleppo, na Síria. 5 de dezembro de 2016

Em Aleppo, na segunda-feira, 5 de dezembro foi atacado um hospital de campanha russo; duas enfermeiras foram mortos, feridos, médicos, hospitais, pacientes e o operador do canal RT. O Ministério da Defesa culpa o bombardeamento aos Estados Unidos e à coligação internacional, que estão em guerra com o "Estado Islâmico" a apoioar certas facções da oposição armada síria. O envolvimento do Departamento de Estado no ataque ao hospital rejeita categoricamente. "Medusa" conta o que aconteceu em Aleppo.


O hospital russo em Aleppo bombardeado em 5 de dezembro.

Ministério da Defesa diz que o hospital móvel foi submetido ao bombardeamento da artilharia da oposição armada síria, com o qual a cidade está lutando contra o exército de Bashar al-Assad, com o apoio da Federação Russa. 
Duas mulheres morreram no incêndio, dois - soldados, médicos do hospital militar em Birobidzhan. 
Outro médico também ferido e um jornalista do canal de televisão RT. 
Entre as vítimas há moradores locais que vieram à recepção no primeiro dia do hospital móvel. 
Como se segue a partir do relatório do canal de TV "Rússia-24" da cena, o hospital no leste de Aleppo viram o bombardeamento: o primeiro perto do hospital móvel do departamento de admissão, e o segundo - apenas um quarto, onde estavam os moradores.
Os nomes das enfermeiras mortas são conhecidos.

Este hospital militar Birobidzhan (Centro da Região Autônoma Judaica) Hope Durachenko e Galina Mihaylova. 
O grupo de quatro médicos militares chegaram à Síria 30 de novembro de 2016. Anteriormente, as mulheres já tinham servido na Síria e no total ficaram lá por três meses. 
Ambas as mulheres eram crianças. 
O Ministério da Defesa promete ajudar suas famílias. 
Espera-se que o funeral com uma guarda de honra será realizada em 8-9 dezembro em Birobidzhan.

Ministério da Defesa culpa pela morte de russos o Ocidente.

O representante oficial do Ministério da Defesa Igor Konashenkov disse: "O sangue de nossos soldados está nas mãos do assassino cliente quem criou, nutrido e armado esses animais em forma humana, chamando-os para justificar sua própria consciência e da oposição eleitores. 
Sim, senhoras e senhores, patronos dos terroristas dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, da França e de outros países e entidades simpatizantes". 
O Ministério da Defesa, certo de que os combatentes estavam bombardeando o hospital, eram as coordenadas exatas, patronos do Ocidente."

A Rússia disse que a reação da comunidade internacional é inadequada.

Um porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, lamentou que a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, "mais do que modestamente responda à tragédia que ocorreu com o incêndio de nosso hospital na Síria". 
Ele ressaltou que a Rússia "praticamente sozinha" prestar assistência humanitária aos moradores do leste de Aleppo, e gostaria de receber "uma abordagem mais proativa dos nossos parceiros ocidentais neste contexto".

O porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, por sua vez, reagiu muito fortemente à declaração da Cruz Vermelha Internacional sobre o bombardeamento do hospital.
Segundo ele, as palavras de organização que todas as partes envolvidas no conflito em Aleppo é incapaz de cumprir as obrigações em matéria de protecção de instalações médicas - um "comentário cínico" não são dignos da Cruz Vermelha.

Departamento de Estado nega alegações de transferência coordenadas militantes hospitalares russas.

O porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, em um briefing em 05 de dezembro anunciou que os Estados Unidos condenam esses ataques e nunca passou as coordenadas do Hospital à oposição da Síria.
Toner acrescentou que tais afirmações não correspondem plenamente à realidade.

Em Aleppo repetidamente bombardearam o hospital.

Em setembro de 2016, como resultado de ataques aéreos destruíram dois hospitais no leste de Aleppo, matando vários médicos.
O ataque ao hospital foi acusado de forças governamentais de Bashar al-Assad.
Em novembro, como resultado de ataques aéreos, que são atribuídos a Damasco, foi destruído apenas no leste o Hospital Infantil Alepo.
Ao mesmo tempo, a Organização Mundial de Saúde declarou que, como resultado de ataques aéreos a todos os habitantes da parte oriental de Aleppo deixado sem acesso a cuidados médicos.
A organização internacional de direitos humanos Amnesty International, em março de 2016, acusou a Rússia e a Síria da destruição intencional de instalações médicas em Aleppo como parte da campanha militar contra militantes.

Por que os caças não podem ir com sucesso sobre um cruzador "Almirante Kuznetsov"? Encontra-se com o especialista militar Victor Murakhovski

Meduza
13:04, 5 de Dezembro de 2016

05 de dezembro o Ministério da Defesa russo confirmou o acidente no porta-aviões "Almirante Kuznetsov" no sábado, 3 de dezembro de o lutador Su-33 não foi capaz de pousar por causa do fracasso de uma engrenagem prender cabo e derrapou na plataforma de um porta-aviões . Este é o segundo acidente no "Kuznetsov", que está localizado no Mar Mediterrâneo, no mês passado - 13 de novembro perto do porta-aviões  caiu para baixo para a água o MiG-29. Em ambos os casos, os pilotos conseguiram ejectar. "Medusa" encontrado no principal editor de "Arsenal Pátria" Victor Murakhovski porque os caças não pode ir com sucesso no porta-aviões "Admiral Kuznetsov".

Victor Murakhovski
Editor Chefe da revista "Arsenal Fatherland"

Ambos os acidente no "Almirante Kuznetsov" relacionados com a condição técnica do porta-aviões. E no primeiro e no segundo caso são explicados mal funcionamento dos cabos dos aerodeslizadores. Na minha opinião, a exposição prolongada ao norte severo - podemos dizer, condições polares - afetou negativamente a condição do equipamento do navio ("Almirante Kuznetsov" faz parte da Frota do Norte - um comentário "Medusa").

A questão é, por que não foram substituídos os elementos importantes da engrenagem de travagem. Trata-se daqueles que deram os termos de referência para a reparação do navio [em 2015], e aqueles que verificaram seu compromisso com a ação real no mar.

Os pára - são bastante simples e tem sido conhecido a tecnologia. É usado desde os tempos da Segunda Guerra Mundial, mas difundido em modelos de porta-aviões construídos no período do pós-guerra. Ao embarcar o avião produz "gancho" - grosso modo, um gancho que pega as cordas presas em toda a pista no convés de um porta-aviões. Então, um dispositivo de atrito especial "extingue" a energia do ajuste para uma aeronave de pouso e inibe sua corrida - ou em tal plataforma curta é fisicamente impossível parar. Sem travões ou motor de inversor não permite restribuir a energia e velocidade em tais distâncias curtas.

Neste caso, o cabo simplesmente não poderia suportar a carga, mas o que aconteceu exatamente - rasgado "núcleo" do cabo ou abaixo do convés havia uma lacuna entre o dispositivo de atrito - ainda é desconhecida. O fato de que mais uma vez repetiu a história que teve lugar 13 de novembro (quando perto do porta-aviões o MiG-29 caiu na água - "Medusa" aprox.). Somente no caso da ruptura de Su-33 ocorreu durante a aterragem, e o anterior - o comando não podia a tempo tomar uma decisão sobre deixar a aeronave para um terreno de aeródromo alternativo. O avião circundou o piloto esperou até que o pára reparado, enquanto isso, desenvolveu um combustível, o piloto tinha ejetado e o avião caiu no mar.

De outros países, os paras dos EUA são os mais utilizados. Em minha memória, para 2016 eles também perderam alguns aviões, principalmente o tipo de F/A-18 - que é seu paraa com base em caças.

Em geral, você precisa entender que, não importa onde o para atua - no Mar Mediterrâneo, no Oceano Pacífico, no Norte - a aterragem é sempre extrema. Ele requer muito mais pilotos profissionais, requisitos especiais para a concepção da própria aeronave e trem de pouso. Parece apenas que o convés porta-aviões gigante, mas quando você olha para ela a partir da janela, você vê uma área do tamanho de um selo postal.

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Sasha Sulim
Moscovo