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terça-feira, 20 de março de 2018

Iraque precisa de mais de 71 mil milhões de euros para reconstruir o país

MÉDIO ORIENTE
PÚBLICO
12 de Fevereiro de 2018, 19:05 























Governo de Bagdad procura financiamento para reparar os estragos causados pela guerra contra o Daesh

Um grupo de investidores e empresários reuniu-se esta segunda-feira no Kuwait para o primeiro dia de uma conferência destinada à angariação de fundos para o devastado território iraquiano e ficou a conhecer o preço a reconstrução da economia e das infra-estruturas do país, volvidos três anos de conflito bélico com a organização terrorista Daesh: 88 mil milhões de dólares – cerca de 71, 7 mil milhões de euros.

O director-geral do Ministério do Planeamento iraquiano, Qusay Adulfattah, informou  que pelo menos 23 mil milhões de dólares são necessários a curto-prazo, sobretudo para fazer frente à destruição de cerca de 147 mil habitações durante a guerra. 
Os restantes 65 mil milhões serão investidos a médio prazo, na reconstrução de estradas, hospitais, escolas, empresas e estruturas de telecomunicações.

O executivo estima que só em anos de crescimento económico desperdiçados, o Iraque já perdeu dezenas de milhares de milhões de dólares. 
Para além disso, contabiliza ainda um total de 14 mil milhões em perdas, no que ao exército e às forças de segurança dizem respeito.

O plano de quem manda no Iraque passa pela procura de investimento directo. 
Por isso, disponibilizou aos presentes, e a outros potenciais interessados, uma lista de 157 projectos específicos que carecem de capital. 
A lista abrange os planos de reconstrução de algumas infra-estruturas importantes – como o aeroporto de Mossul – mas também aposta em projectos de diversificação da economia iraquiana, de forma a torná-la menos dependente do preço do barril do petróleo. 
Agricultura, transportes e indústria petrolífera são alguns dos sectores a necessitar de dinheiro.

“Reconstruir é restaurar a estabilidade do Iraque e estabilizar os Estados da região e do mundo”, defendeu o ministro do Planeamento, Salman al-Jamaili, citado pela Reuters.

O Iraque anunciou a derrota do Estado Islâmico em Dezembro, depois de ter perdido para o grupo terrorista, em 2014 e 2015, territórios equivalentes a quase um terço do país. 
Anos antes, na sequência da invasão militar destinada a pôr cobro ao regime de Saddam Hussein, fora ocupado pelos Estados Unidos (2003-2011), que estão agora no topo da lista dos pedidos de financiamento por parte do executivo local, que coloca ainda grandes esperanças nas doações externas.

“Se a comunidade internacional não ajudar o Governo do Iraque a estabilizar estas áreas devastadas pela guerra, as conquistas ao Daesh podem estar em risco” alertou Lise Grande, Coordenadora Humanitária da ONU para o Iraque.

Secretário-geral da NATO defende missão de treino no Iraque sugerida pelos EUA

IRAQUE
Rita Siza
Bruxelas 13 de Fevereiro de 2018, 18:40 
Não podemos deixar o Iraque agora”, justificou o secretário-geral da NATO

Ministros da Defesa da Aliança Atlântica devem aprovar também dois novos comandos, um dos quais para o Atlântico.

Os ministros da Defesa dos países da NATO deverão aprovar, já esta quarta-feira em Bruxelas, o projecto para o envio de uma missão de treino militar para o Iraque que possa contribuir para a estabilização da situação de segurança e apoiar os esforços de reconstrução do país após a derrota e expulsão das forças do Daesh, no fim do ano passado.

“Não podemos deixar o Iraque agora”, justificou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que vincou que depois de ganhar a guerra contra os jihadistas, que chegaram a ocupar um terço do território, também “é preciso ganhar a paz”.

Numa conferência de antevisão da ronda ministerial de quarta e quinta-feiras, o secretário-geral da NATO manifestou a sua convicção de que, apesar das divisões e receios de alguns dos parceiros europeus relativamente ao envolvimento da aliança numa nova operação militar no Médio Oriente, os ministros deverão dar luz verde ao projecto— que poderá ser lançado oficialmente na próxima cimeira de Julho.

A “sugestão” partiu do secretário norte-americano da Defesa, Jim Mattis, que no início deste ano solicitou formalmente que a NATO considerasse a possibilidade de enviar uma missão de aconselhamento e treino das forças nacionais iraquianas, que nos últimos três anos combateram os militantes do Daesh na região.

O “pedido” dos Estados Unidos foi também subscrito pelo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, que tem um encontro marcado com Stoltenberg esta semana, à margem da Conferência de Segurança de Munique. 
Mas terá de ser o Governo iraquiano a convidar os instrutores da NATO a entrar no país — o que dependerá do resultado das eleições legislativas marcadas para o próximo dia 12 de Maio.

Segundo avançou o secretário-geral, a missão que a Aliança Atlântica está a preparar para o Iraque, e que passa sobretudo pelo “desenvolvimento das capacidades locais”, deverá ser semelhante àquela que já está em curso no Afeganistão desde Novembro de 2009 — Stoltenberg lembrou que vários aliados reforçaram os seus meios nessa missão, que deverá crescer de 13 mil homens para cerca de 16 mil este ano.

Ao contrário do que aconteceu no Afeganistão, a NATO não participou directamente nas operações de combate no Iraque, onde a iniciativa militar foi assumida por uma coligação liderada pelos Estados Unidos. 
No entanto, a aliança integra a coligação anti-terrorismo que luta pela erradicação do auto-proclamado Estado Islâmico.

Stoltenberg não falou em números, mas disse que a missão da NATO trabalhará em coordenação com as forças da coligação internacional e da União Europeia no terreno, por exemplo nos aspectos técnicos de desenvolvimento de doutrinas e políticas de defesa em academias militares. 
Outras vertentes que a missão poderá assumir dizem respeito à formação de pessoal médico, ou de especialistas que possam desactivar material explosivo.

Novos comandos

No mesmo encontro, os ministros da Defesa devem também dar o seu aval ao projecto de modernização e adaptação da estrutura de comando da NATO, pensado para garantir que a aliança tem a flexibilidade necessária para responder aos novos desafios e ameaças que contribuíram para “uma mudança dramática” do ambiente de segurança — da nova postura agressiva e expansionista da Rússia, à guerra híbrida e cibersegurança.

O plano prevê o estabelecimento de dois novos comandos conjuntos, cujas localizações só serão discutidas nos próximos meses. 
Um abrangerá o Centro da Europa, e será responsável pela movimentação de tropas em território europeu, isto é, pela gestão logística, mobilidade e reforço das forças da aliança na fronteira Leste.

O outro é um novo comando marítimo para o Atlântico, que terá como missão assegurar a protecção das linhas de comunicação do Atlântico. 
Tendo em conta que, em tempos de crise, esse comando conjunto terá à sua ordem a poderosa Segunda Esquadra dos EUA, o mais provável é que seja integrado na base naval de Norfolk. 
Mas por causa da sua situação geográfica, Portugal poderia — pelo menos teoricamente — aspirar a acolher a nova estrutura.

De resto, a NATO prevê criar um novo centro de operações ciber, e também novas estruturas específicas para enfrentar os desafios da guerra híbrida.

rita.siza@publico.pt

A invasão do Iraque foi há 15 anos – sobrou a violência, a corrupção, o sectarismo

MÉDIO ORIENTE
Sofia Lorena
20 de Março de 2018, 7:00 




























Há uma “epidemia” chamada corrupção e grupos étnicos e religiosos que não voltaram a confiar uns nos outros. 
Há um país por reconstruir e a ameaça do terrorismo e da desintegração – da Síria ou do Iraque.

O ultimato tinha data e hora, mas quando o momento chegou nada aconteceu. 
Alguns iraquianos foram deitar-se, outros permaneceram à espera. 
Quando George W. Bush surgiu nos ecrãs de televisão de canais em todo o mundo, já caíam bombas no Iraque. 
As primeiras, junto à fronteira com a Síria, logo depois, em Bagdad, numa chuva de bombas que horas depois saberíamos ter sido apelidada “choque e pavor”.

Passaram 15 anos da invasão e do início da guerra, já houve diversas declarações de “missão cumprida”, mas a insegurança nunca mais desapareceu. 
Hoje morre-se muito menos, mas nunca mais houve um dia sem mortes violentas. Entretanto, há mais gerações de iraquianos que só conhecem a guerra. 
O actual primeiro-ministro, Haidar al-Abadi, lamenta “os erros da ocupação”, mas pede aos Estados Unidos que não abandonem o país “antes de concluir o trabalho”, poucos meses depois de ele próprio ter declarado “vitória” sobre o Daesh.

“A esta hora, forças americanas e da coligação iniciaram as fases iniciais das operações para desarmar o Iraque, libertar o seu povo e defender o mundo de um grande perigo”, anunciava Bush.

Assim começava a invasão anglo-americana – a chamada “coligação de voluntários”, países dispostos a participarem numa guerra ilegal, era essencialmente constituída pelos EUA e pelo Reino Unido, governado então por Tony Blair. 
Mas muitos países, incluindo Portugal, participaram com contingentes pequenos ou médios (no caso de Portugal, a participação fez-se através da GNR). 
Aliás, o ultimato tinha sido decidido dias antes numa cimeira realizada nos Açores, com o então primeiro-ministro Durão Barroso a servir de anfitrião a Bush, Blair e José María Aznar.

O Iraque não foi desarmado porque, afinal, as tão apregoadas armas de destruição maciça nunca apareceram. 
O povo iraquiano livrou-se de Saddam Hussein, é certo, mas são tantos os iraquianos que nos últimos anos se arrependeram de ter desejado ver o ditador pelas costas. 
“Antes tínhamos um Saddam, agora temos 100”, repetem.

“Com Saddam, podíamos fazer o que quiséssemos desde que não nos envolvêssemos na política e não fizéssemos nada contra o governo”, diz agora à Al-Jazira Sami Josef, cristão de Bagdad com 32 anos que perdeu o tio em combate com os EUA. 
“Até hoje, peço a Deus descanso para a alma de Saddam”.

O povo que se pretendia libertar morreu às centenas de milhares (segundo alguns estudos, são mais de dois milhões os mortos), conheceu o terrorismo da Al-Qaeda, que ali se desenvolveu para combater os EUA até se tornar no Daesh que aterrorizou sírios e iraquianos. 
O mundo, definitivamente, não ficou menos perigoso.

Pobreza extrema

Pelo menos um quarto dos iraquianos vive hoje na pobreza extrema – os últimos dados, de 2017, apontam para uma população de 39 milhões com a idade média de 20 anos. 
Há muito desemprego, principalmente entre os jovens mais qualificados. 
E ainda são muito poucos os iraquianos com acesso permanente a água e electricidade.

Na semana passada, o Presidente, Fuad Masum, recusou-se a aprovar o orçamento de 2018 por causa de “violações legais e constituições”: o chefe de Estado é curdo e os deputados curdos boicotaram a votação no Parlamento por causa da diminuição dos fundos atribuídos à sua região autonómica.

De nada parecem valer os sinais de paz enviados por Abadi, que permitiu a reabertura dos aeroportos do Curdistão Iraquiano aos voos internacionais e esta segunda-feira decidiu pagar, pela primeira vez desde 2014, os salários dos funcionários públicos da região.

Eleições em Maio

Com eleições legislativas previstas para Maio, Haidar estará a tentar normalizar as relações entre o Governo central e Erbil, depois do referendo sobre a independência que os curdos realizaram em Setembro – a verdade é que as relações nunca foram boas e com alguns curdos a manterem vivas as ambições de terem um Estado próprio, dificilmente alguma vez serão normais.

Horas depois do anúncio do envio de dinheiro para Erbil, a Turquia exigia a Bagdad que “expulse os grupos de militantes curdos do Norte do Iraque”, ameaçando “lançar uma operação na zona”, se necessário. 
Não seria a primeira vez. 
Os combatentes curdos turcos treinam desde sempre nas montanhas do Norte iraquiano e Ancara já os bombardeou várias vezes. 
Agora, que acaba de tomar Afrin, na Síria, aos curdos deste país, tem pressa em pôr os combatentes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) no seu lugar.

No Iraque destes últimos 15 anos morreu-se de tudo, e ainda se morre, só que menos. 
À invasão, seguiu-se uma ocupação que destruiu todas as estruturas de Estado existentes e alienou a população árabe sunita (minoritária mas privilegiada nos tempos de Saddam), que constituía grande parte das forças militares e do funcionalismo público.

A guerra civil tornou-se inevitável: no pico, entre 2006 e 2008, morriam centenas de pessoas por dia e mais de cinco milhões fugiram do país – muitos destes encontraram abrigo em Damasco, de onde tiveram de voltar sem saber o que encontrariam, quando a revolta dos sírios foi brutalmente esmagada pelo seu regime em 2011.

Houve alguns períodos de acalmia, mas a vida nunca voltou a ser a mesma. 
Centenas de milhares deixaram de ter como pagar a renda e ocuparam antigos hospitais ou o que restava de bases militares. 
Outros, tornaram-se deslocados internos em fuga de ameaças. 
As bombas e os ataques de milícias foram substituídos por checkpoints sem fim. 
Mas parte da população tem medo da polícia e do Exército; com os xiitas no poder, as forças de segurança são na sua maioria formadas por este grupo religioso.

Os mortos do Daesh

Depois da Al-Qaeda no Iraque, e da brutalidade sem antecedentes do seu líder, o jordano Abu Mussab al-Zarqawi, os jihadistas sobreviventes, muitos com longas temporadas passadas em prisões americanas no país, reagruparam-se. 
Assim nascia o Daesh, que começou por decapitar sírios até que o mundo acordou para a tragédia quando os decapitados começaram a ser americanos e britânicos.

Em 2014, o grupo nascido no Iraque mas que começou por aproveitar os vazios de poder na Síria, reentrava como um relâmpago no país do Tigre e do Eufrates, tomando províncias como Anbar e cidades como Mossul, a segunda maior do país. 

Os três anos de operações militares (com apoio aéreo dos EUA e terrestre do Irão) para destruir o Daesh culminaram numa batalha de nove meses para recuperar o controlo de Mossul, com pelo menos dez mil civis mortos. 
Os jihadistas foram derrotados mas não desapareceram: há uma semana, dois ataques lançados pelo grupo mataram pelo menos dez pessoas nas províncias de Mossul e Kirkuk, incluindo um xeque tribal sunita.

É provável que hoje não cheguem notícias de todas as mortes violentas, já que os jornalistas internacionais no país são quase inexistentes. 
Aliás, com as atenções viradas para outras zonas do mundo, como as Coreias ou as constantes demissões na Casa Branca, já nem a Síria merece a cobertura que deveria ter (já para não falar do Iémen, entre outros conflitos).

“Pagámos a dobrar: quando o Daesh invadiu o Iraque vindo da Síria, causaram milhões de deslocados, mataram muitas pessoas; depois veio a segunda fase, quando começámos a libertar as nossas áreas. 
A destruição é gigantesca”, diz o primeiro-ministro Haidar, entrevistado pela revista Time  no seu gabinete dentro da Green Zone, sede da ocupação dos EUA. 
“Estimámos que precisamos de 46 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros), sem contar com habitação, e outros 45 mil milhões só para as casas que foram destruídas. Sabemos que o mundo não está pronto para uma doação destas”.

“Quero sentir-me seguro”

Haidar explica que é por isso que aposta noutra frente e está a “encorajar o investimento externo”. 
De acordo com os seus contactos, garante, já ninguém tem medo da segurança, o problema é mesmo “a epidemia da corrupção”. 
“Este combate é muito difícil. 
A mudança fundamental é tornarmos o nosso sistema mais transparente, removermos a burocracia. 
Porque a corrupção esconde-se na burocracia”.

Os políticos iraquianos asseguram que nunca se viveu tão bem no Iraque desde 2003 como agora – nem todos os iraquianos concordam. 
“O meu irmão mais velho cresceu uns anos antes de mim e tinha amigos de diferentes províncias. 
Eu já só tenho amigos de Anbar [fronteira com a Síria, província de maioria sunita], não conheço ninguém de Bassorá [principal cidade e província do Sul xiita] nem de nenhuma outra zona”, diz à Al-Jazira Mahmoud Zaki, 34 anos. 
“Por causa do que aconteceu com a invasão e o sectarismo que veio depois, o tecido da sociedade partiu-se, afastámo-nos uns dos outros”.

Zaki, que passou dois anos em prisões americanas sob suspeita de apoio à rebelião, diz que não quer ser rico nem tem ambições extraordinárias para o futuro. 
“Só quero uma vida decente, quero sentir-me seguro, quero que a minha família esteja segura”. 
Não é pouco.

s.lorena@publico.pt

quinta-feira, 29 de junho de 2017

ISIS no Iraque: as forças armadas capturaram a mesquita histórica de Mossul onde o líder jihdista Baghdadi declarou Califado

MUNDO
Por Jack Moore em 29/06/17 às 6:17

As forças especiais iraquianas capturaram na quinta-feira a mesquita Al-Nuri gravemente danificada em Mosul, quase três anos até o dia em que o líder do grupo militante islâmico (ISIS) Abu Bakr al-Baghdadi ficou em seu púlpito e declarou a base do califado.

O general iraquiano, o tenente general Abdul Wahab al-Saadi, confirmou a captura para a Associated Press, dizendo que a libertação do complexo da mesquita veio após uma ofensiva ao amanhecer que permitiu que as forças especiais assegurem o edifício e suas ruas circundantes.

A captura do complexo é esperada há algum tempo, mas ainda representa um golpe simbólico e importante para as forças iraquianas, que tem lutado em Mosul desde o ano passado. 
A mesquita do século XII, conhecida pelo seu minaret inclinado al-Hadba, está na cidade velha do centro de Mosul e foi adornada com a bandeira negra do ISIS desde junho de 2014.

O filme emergiu na semana passada do momento em que o edifício foi destruído no que parecia ser uma explosão controlada pelo ISIS. 
O minarete inclinado al-Hadba pode ser visto à distância, antes que o edifício exploda e a fumaça preta e os detritos subem no ar. 
As filmagens contradizem a afirmação anterior da ISIS de que um ataque aéreo americano era responsável por sua destruição. 

É apenas um dos muitos casos em que o ISIS cometeu o que as agências culturais dizem serem crimes de guerra históricos, destruindo antigas fachadas, estátuas e artefatos que considera idólatras em todo o seu território no Iraque e na Síria.


A mesquita de Al-Nuri, completada em 1172, é uma das mais antigas da história islâmica e ISIS provavelmente a destruiu para evitar que as forças iraquianas reivindicassem uma vitória simbólica ao tomar a estrutura intacta.

Uma visão geral mostra um minarete inclinado e a Mesquita Al-Nuri, onde o líder de ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou-se seu califa, na Cidade Velha de Mosul, no dia 24 de maio, durante a contínua ofensiva para retomar a área do Estado islâmico (ISIS ) combatentes do grupo.

Líderes iraquianos dizem que as tropas de elite dos militares estão a poucos dias de libertar os últimos bairros da Cidade Velha do controle ISIS depois de oito meses de batalha prolongada. 
O exército iraquiano estima que cerca de 300 combatentes do ISIS permanecem nos últimos bolsos de controle na cidade, mas estão cercados por todos os lados.

O grupo usou o tiroteio, carros-bomba suicidas, armadilhas e até mesmo aviões não tripulados para retardar as forças avançadas apoiadas por ataques aéreos liderados pelos EUA.

Mais de 50 mil civis permanecem sob controle ISIS na cidade, tornando os últimos trechos da batalha precários para as forças iraquianas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Mosul Operações Ofensivas definidas para recomeçar

Análise
28 DE DEZEMBRO DE 2016 | 17:21 GMT
Nota do Editor: A operação para recapturar a cidade iraquiana de Mosul chave do Estado Islâmico está em andamento. As tentativas de construir as forças necessárias e preparar o caminho para o ataque levaram mais de um ano. Espera-se que a operação dure meses, se tudo correr de acordo com o planejado. O que estamos vendo agora é o avanço inicial para a própria cidade, que será seguido pela luta para realmente penetrar as defesas do Estado islâmico. Indiscutivelmente o aspecto mais importante da operação é o que acontece depois que a cidade caia. Mosul se encaixa em nossa cobertura global do campo de batalha do Iraque-Síria, mas por causa do tamanho e da natureza da operação combinada, vamos segui-lo de forma independente neste espaço.

Dec. 28: Operações ofensivas de Mosul ajustadas para retomar

Dezembro trouxe um período de relativa estagnação no empurrão para retomar Mosul como operações ofensivas pelas forças de segurança iraquianas e seus aliados passaram pelo que está sendo chamado de "reajuste operacional". Depois de parar o empurrão, repensar o plano de batalha e reposicionar as forças, os comandantes dos EUA agora dizem que o avanço deve ser retomado nos próximos dias. Novas unidades iraquianas foram transferidas para a linha de frente no leste de Mosul e autoridades disseram que as forças dos EUA vão mudar o seu papel, em parte por incorporação com essas unidades da linha de frente. Com essas tropas no lugar, a coligação espera forçar um avanço mais rápido pelas áreas urbanas em Mosul.



























Mas os combatentes do Estado Islâmico não estão esperando ociosamente, em vez disso, montando contra-ataques contra as forças de segurança iraquianas. 
As últimas tentativas ocorreram no início de 28 de dezembro, quando mais de 100 combatentes do Estado Islâmico lançaram um ataque em Bawizah, ao norte de Mosul. Durante o ataque, um carro-bomba suicida do Estado islâmico teria destruído um Humvee e um bulldozer pesado usado pelo exército iraquiano.

Os combatentes islâmicos também responderam à notícia de uma colaboração mais estreita entre as forças dos EUA e os militares iraquianos. 
Eles esperam que a crescente presença de tropas norte-americanas em Mossul lhes dê oportunidades para alvejar essas forças dentro do terreno urbano. 
Os comandantes dos EUA, no entanto, ainda descrevem a ameaça para suas tropas como "moderada" mesmo quando operam em Mosul propriamente dita.

Autoridades não divulgaram os detalhes precisos de como o papel das forças norte-americanas vão mudar, mas declarações sugerem que ele vai envolver a incorporação de pessoal nas unidades iraquianas mais perto da linha de frente. 
Seu papel ainda será de natureza consultiva e concentrar-se-á na sincronização da inteligência, no combate ao armamento e no movimento de forças. 
Localizando seu pessoal mais próximo da ação, os militares dos EUA esperam ter um impacto mais direto no curso da batalha e fornecer uma camada de comando e controle que os militares iraquianos podem não ser capazes de realizar tão eficazmente.

Do ar, as forças norte-americanas também têm continuado seus esforços para preparar o campo de batalha, e ter atingido a última ponte operacional em Mosul. 
Em 27 de dezembro fotografias mostraram que a "Ponte Velha" tinha sido atingido por um ataque aéreo, deixando os dois lados de Mosul completamente desligado por estrada. Inicialmente, a Ponte Velha não tinha sido alvo, enquanto as outras quatro tinham. 
O governo iraquiano opôs-se veementemente a golpear a Ponte Velha pelo seu valor histórico. 
A mudança é uma prova de quão sério Washington e Bagdá tornaram-se sobre os esforços renovados em Mosul.

16 de dezembro: Forças estaduais anti-islâmicas concentram-se no leste de Mosul

A ofensiva do governo iraquiano para retomar Mosul do Estado islâmico tem arrastado por dois meses, retardada pela resistência maciça suportada por militantes que mantêm fora nos bairros da cidade. 
O tempo não é do lado do Estado islâmico, mas a luta de Bagdá para controlar Mosul não será facilmente conquistada. 
Mesmo assim, a situação está desesperada para o Estado islâmico no Iraque. 
Os militantes estão agora completamente cercados e isolados de sua liderança central na Síria. 
O combate provavelmente se intensificará em Mosul, já que os combatentes islâmicos agora sabem que há pouca esperança de vitória ou fuga, e que eles provavelmente estão enfrentando a morte ou a captura.

Representante da polícia federal, o tenente-general iraquiano Raed Shakir Jawdat disse 12 de dezembro, que ele enviou três brigadas policiais para se juntar às três brigadas de combate ao terrorismo do Iraque, no leste da cidade. 
Estas unidades da polícia foram inicialmente destinadas a avançar do sudoeste para o aeroporto. 
Enviá-los para o leste da cidade ajudará a reforçar as tropas já estacionadas lá para evacuar civis e continuar a limpar a cidade do Estado Islâmico. 
Ao sul de Mosul, a polícia federal iraquiana está a cerca de 5 quilômetros (3 milhas) do aeroporto de Mosul. 
Parece que eles vão manter suas posições e voltar sua atenção para ajudar as forças iraquianas contra o terrorismo no leste.

Desde o início da operação, mais de 103.000 civis fugiram da zona de guerra para os campos de deslocados temporários (PDI). 
No entanto, a situação nesses campos está se deteriorando como o clima se torne mais frio e a escassez de assistência humanitária tem seu preço. 
Mesmo que a maioria civis em Mosul estão declaradamente se entrincheirando e ficar colocado na cidade, um número substancial ainda estão saindo. 
Esta é a primeira vez que o governo iraquiano lidou com tantos deslocados internos, tornando mais difícil para os funcionários formularem uma solução eficaz. 
Para piorar as coisas, as forças iraquianas têm trabalhado para expulsar mais civis da cidade em segurança, mas o Estado islâmico retardou seu progresso deliberadamente atacando civis e forças iraquianas com carros-bomba. 
Em um relatório não confirmado, o Estado Islâmico também ordenou a transferência de combatentes locais fora da linha de frente de Mossul e substituiu-os por combatentes estrangeiros, porque alguns moradores estavam permitindo que os civis fugissem.

Em Mosul, todas as pontes que ligam as margens leste e oeste da cidade foram destruídas há muito por ataques aéreos da coligação, cortando as linhas de abastecimento do Estado islâmico e reduzindo a capacidade do grupo militante de reforçar o lado oriental da cidade. As forças da coligação emitiram uma declaração no início da semana dizendo que, embora a coligação liderada pelos EUA tivesse realizado os ataques aéreos, o governo iraquiano os havia solicitado.

Do oeste, as forças de mobilização popular lideradas por xiitas ainda estão trabalhando para retomar aldeias na província de Nineveh. 
Há alguns dias eles capturaram o distrito de Tel Abth, onde vivem quase 50 mil pessoas e um dos principais distritos que o Estado Islâmico usa para transitar suprimentos e reforços da Síria.

Vários desenvolvimentos diplomáticos têm ocorrido no Iraque, bem como com relação à Turquia, uma potência-chave na região. 
No início desta semana, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, falou por telefone ao primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, sobre a cooperação bilateral e a presença militar turca no campo Bashiqa, perto de Mosul. 
Embora Yildirim tenha assegurado a al-Abadi que as forças turcas não têm nenhum interesse em permanecer no acampamento Bashiqa depois que a operação de Mosul acabar, isso poderia ser simplesmente uma retórica que muda uma vez que as circunstâncias no campo de batalha mudam.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Anti islâmicos forças estatais constroem ganhos sobre Mossul

 Análise
22 de novembro de 2016 | 20:43 GMT

Nota do Editor: A operação para recapturar a cidade iraquiana de Mosul chave do Estado Islâmico está em andamento. As tentativas de construir as forças necessárias e preparar o caminho para o ataque levaram mais de um ano. Espera-se que a operação dure meses, se tudo correr de acordo com o planeado. O que estamos vendo agora é o avanço inicial para a própria cidade, que será seguido pela luta para realmente penetrar as defesas do Estado islâmico. Indiscutivelmente o aspecto mais importante da operação é o que acontece depois que a cidade cai. Mosul se encaixa em nossa cobertura global do campo de batalha do Iraque-Síria, mas por causa do tamanho e da natureza da operação combinada, vamos segui-lo de forma independente neste espaço.

22 de novembro: forças estatais anti-islâmico constroem ganhos sobre Mossul
Cinco semanas depois da ofensiva para retomar Mosul, forças estaduais anti-islâmicos dentro da cidade estão avançando lentamente a partir de seus pontos de apoio estabelecidos recentemente.
Desde o início da operação, mais de 68.000 civis fugiram dos combates para acampamentos temporários.
No leste de Mosul, forças de operações especiais iraquianas estão empurrando ainda mais para a cidade durante a tentativa de minimizar as baixas civis e danos colaterais.
Os relatórios indicam que os ataques aéreos da coligação destruíram a ponte conhecida localmente como a quarta ponte, deixando a cidade com somente duas pontes trabalhando.
De acordo com o comandante das forças antiterroristas iraquianas, a próxima etapa da luta deve ser mais fácil quando as tropas mover-se em bairros com estradas mais largas e casas maiores, com o apoio das áreas que eles tenham capturadas.

Para o sul, a polícia federal iraquiana ainda está no local a cerca de 3 quilômetros do aeroporto de Mosul, esperando a aprovação para montar um assalto.
De acordo com o comandante da polícia, as unidades no local concentraram-se na reparação de infra-estruturas no distrito de Hammam al-Alil.

As forças de mobilização popular xiita ainda estão lutando em direção à cidade de Tal Afar, no oeste.
Em 22 de novembro, eles conseguiram tomar o controle de mais de 25 quilômetros e quatro aldeias.
Eles estão agora a cerca de 2 quilômetros da estrada principal entre Tal Afar e Sinjar - uma linha de abastecimento chave do Estado Islâmico para a Síria.
Este fim de semana, as Forças Populares de Mobilização anunciaram que o aeroporto de Tal Afar está sob seu controle e disseram que o aeroporto servirá como sede, à medida que se deslocam para a cidade.

No entanto, o Estado islâmico também tem retaliado.
No fim de semana, militantes atacaram três cidades diferentes na província de Anbar, pouco depois das Forças mobilização popular anunciaram que tinham capturado aeroporto de Tal Afar.
O Estado islâmico não conseguiu retomar as cidades que atacou, mas eles foram capazes de infligir baixas às forças iraquianas.

16 de novembro: Avançando cada vez mais perto em Mosul
Já faz um mês desde o início da ofensiva para retomar Mosul do Estado Islâmico.
Depois de semanas de rápidos ganhos, as forças iraquianas desaceleraram para um rastreamento enquanto tentam tomar partes da cidade sem causar mortes civis maciças ou danos colaterais inaceitáveis.

No leste de Mosul, as forças de operações especiais do Iraque tomaram pelo menos seis bairros.
No entanto, sua posição tem vindo a expandir-se lentamente em face da intensa resistência, permanecendo militantes estado islâmico.
Grande parte do combate exigiu que as forças de segurança prosseguissem de casa em casa enquanto eram flageladas por atiradores militantes e carros-bomba.
O Estado islâmico também deliberadamente permitiu que tropas em certos bairros como uma maneira de prendê-los.


























Fora da cidade, as tropas iraquianas têm empurrado para a frente do nordeste e agora são apenas 3,2 km (2 milhas) da borda da cidade.
Nesta mesma área, forças iraquianas apoiadas por guardas de Nineveh cercaram o distrito de Telkaif.
De acordo com o comandante da 16a divisão do exército iraquiano, as tropas devem entrar no distrito em alguns dias.

Do sul, a polícia federal iraquianos foram empurrando cada vez mais perto do Aeroporto de Mosul e agora são apenas 3 km de distância.
Estas unidades estão aguardando aprovação para iniciar o assalto ao aeroporto, que começará nos próximos dias de acordo com o comandante da polícia.

Do oeste, as forças de mobilização popular xiita (PMU) também fizeram grandes ganhos em torno de Tal Afar, que fica a 63 quilômetros a oeste de Mosul.
Nas últimas 48 horas capturaram mais de 27 quilômetros quadrados de território e seis aldeias.
E, no dia 16 de novembro, eles fecharam no aeroporto de Tal Afar, ao sul da cidade, depois de vários dias de batalha.

Assumir o aeroporto seria de grande importância estratégica - é uma das principais bases militares do Iraque, ajudará a salvaguardar a fronteira síria e apoiar a ofensiva de Mosul.
No entanto, mesmo se o aeroporto for tomado com sucesso, ele não será capaz de ser um ponto de paragem para as operações aéreas sem reparações significativas para desfazer sabotagem Estado Islâmico da pista e infra-estrutura.
Entretanto, a posição do aeroporto a apenas 9 quilómetros de Tal Afar permitirá às PMU usá-lo como um ponto a partir do qual conduzir a ofensiva para retomar a cidade.

sábado, 12 de novembro de 2016

Mosul luta: ID "40, um morador dos postes elétricos enforcado"

11 de Novembro de 2016
As forças iraquianas haviam capturado uma das cidades shallowly

O grupo islâmico (IS) acusado de traição pelos chamados postes elétricos enforcou 40 pessoas em Mosul, diz a ONU.

O ID de uma pessoa por não cumprir com a proibição do uso de telefones celulares no centro de Mosul foi baleado antes que os olhos das pessoas disse.

As forças de segurança iraquianas continuam a montar ataques para voltar de Mosulu ID.

Decisões relacionadas com o assassinato de moradores que auto-nomeados "tribunais" foi encomendado pelo relatório da ONU disse.

"Traição e a parceria" foi acusado de 40 residentes sobre a laranja e vestidos vermelhos geyindirilib "traidores e agentes ISF (forças de segurança iraquianas)", escrito.

De acordo com as Nações Unidas, no norte de Mosul na quarta-feira à noite, 20 civis foram mortos Gabat acusados de passar informações militares.


















Mosul, as forças iraquianas apreenderam a casa foi usada por ID

A ONU também expressou preocupação com os adolescentes de ID's postados ao longo da fronteira.
ID é transmitida por pessoas com as crianças em vídeos filmados por espionagem.
ID 6 November disse que sete militantes, enquanto tentavam escapar da guerra viram suas cabeças cortadas para o leste de Mosul, diz a ONU.