segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Marcelo apressa Governo para plano do Portugal 2030

UNIÃO EUROPEIA
Luciano Alvarez
20 de Janeiro de 2018, 21:30
























O Presidente da República lembrou que falta menos de um ano para Portugal apresentar plano para fundos europeus da próxima década. 
O recado também foi para Rui Rio. 
Foram ainda deixados muitos outros alertas.

Marcelo Rebelo de Sousa lançou neste sábado um alerta sério para a escassez do tempo de que o Governo português dispõe para preparar o plano para o Portugal 2030, que concretizará os projectos portugueses que devem beneficiar de financiamento europeu na próxima década. 
Um alerta também dirigido a Rui Rio, já que é sabido que o Presidente da República deseja que PS e PSD se entendam nesta matéria que é fundamental para o país.

O chefe de Estado aproveitou encerramento do III congresso da Plataforma para o Crescimento Sustentavel, que decorreu em Lisboa sob o lema "Portugal no futuro: desafios, reformas e compromissos”, para lembrar que Portugal tem até ao final deste ano para adoptar um plano ou perde a voz num processo que, lembrou, “representa entre 65 e 80% do investimento público de fonte europeia”.

Para que não ficassem dúvidas, Marcelo, qual professor, começou por detalhar o calendário: “Arrancou há longos meses a preparação do Portugal 2020 ou 2030. 
Em Fevereiro, o Conselho Europeu inicia um debate informal, que continuará em Abril no Parlamento Europeu e em Maio na Comissão. 
Tudo isto até ao Verão. 
Estamos a falar no quadro financeiro plurianual para sete anos, se for esse prazo, que é desejavelmente aquele para que devemos apontar, para começar em 2021. 
Que se pretende a começar em 2021 e que a presente comissão deixará firme antes das eleições [legislativas portuguesas] do próximo ano.”

Por outras palavras, Marcelo acrescentou que “as melhores ideias, se não influenciarem de imediato o rumo nacional, já não já não merecerão eco até 2020.” 
“E se não influenciarem o debate para o horizonte de 2030, debate que é concluído nos escassos meses que se seguem, ficarão à margem do Portugal que vai atravessar três legislaturas", salientou.

E para o Presidente da República, “de nada servirá aparecerem 2020, 2021, 2022, 2023, e tentar refazer um processo irreversível e terminado no plano nacional em 2018 e no plano europeu até ao arranque da campanha e do veredicto eleitoral de 2019 [legislativas].” 
“E com que escolhas!”, exclamou, salientando, a nível europeu, “o volume de recursos destinados à coesão e à política agrícola comum – sua manutenção ou sua redução -; o "Brexit" e a exigência de novas políticas de segurança e de defesa e migrações” e ainda “novas competências e novos níveis de gestão mais europeus e menos nacionais”.

Marcelo diz haver também a nível nacional “escolhas complexas”, quanto a “competências, formas de gestão, quanto ao papel de instâncias centralizadas de decisão.” 
“Tudo isto e muito mais a ser discutido em muito menos de um ano. 
Dir-se-á que a opinião pública está convocada para outros problemas e outras atenções, mas poderá haver algo tão importante quando temos uma componente que, segundo os cálculos, entre 65 e 80% do investimento público de fonte europeia?”, alertou.

Como o PÚBLICO revelou neste sábado, o Presidente da República espera que o primeiro-ministro, António Costa, entre já em contacto com o novo líder do PSD, Rui Rio, e que ambos dialoguem e encontrem pilares de entendimento sobre o que deve Portugal defender junto dos parceiros europeus e que proposta deverá apresentar o Governo na negociação do próximo quadro de fundos comunitários, soube o PÚBLICO.

Ou seja, Marcelo Rebelo de Sousa quer que António Costa e Rui Rio se entendam sobre o que deve ser o plano Portugal 2030 que concretizará os projectos portugueses para a utilização dos financiamentos europeus na próxima década. 
O facto de a posição oficial do PSD sobre este tema só poder ser assumida pela nova direcção a empossar no congresso do partido, de 16 a 18 de Fevereiro, não é impeditivo de que Costa e Rio falem sobre o assunto e concertem posições, considera Marcelo.

"Sonho adiado"

Num encontro em que se falou em reforma do Estado e do sistema político e em que foi apresentado um manifesto no qual é acentuada a necessidade de consensos/acordos entre partidos para atingir os objectivos, o Presidente da República lamentou que os "consensos substanciais" sobre a modernização do Estado sejam um "sonho adiado", afirmando que esse objectivo, "pela situação vivida em Portugal neste momento", é apenas "uma proclamação piedosa". 
“É pena!”, comentou.

"Fugir a juridicismos formalistas e a modelos de macro-reforma nunca concretizável é tão vital como evitar os casuísmos sem visão sistémica, mas importa sobretudo avançar por passos consecutivos, sistemáticos, programados, conjugados e seguros, coerentes com uma visão global. 
Isso exige escolhas de fundo que nenhuma tecnocracia pode iludir. 
Infelizmente, consensos substanciais em Portugal nesta matéria, nestes dias, são um sonho adiado, e é pena que o seja", disse o Presidente da República.

O chefe de Estado defendeu ainda que "a modernização do Estado fica a perpassar como um dado óbvio para uma boa consciência individual e colectiva, mas, pela situação vivida em Portugal neste momento, não passa de uma proclamação piedosa".

Ainda sobre esta matéria, o Presidente afirmou que "é um tema recorrente, com o qual, em abstracto, todos concordam, mas pensando em realidades visceralmente opostas": "A clivagem acentuou-se subliminarmente nos últimos anos, ainda que diluída na sua expressão de planeamentos decisórios ou formas tecnocráticas de a iludir.”

"A democracia ficou para trás"

Sobre o investimento, Marcelo Rebelo de Sousa disse existirem alguns avanços positivos, “facilitando convergências pontuais outrora impensáveis”, mas voltou a alertar que o incentivo ao investimento privado é ainda limitado. 
“Onde havia ou persistem resistências doutrinárias, esses factos, têm-se encarregado de falar mais alto, mas é evidente que o incentivo ao investimento privado, que já considerei limitado no orçamento para este ano, tem de merecer reforço significativo.”

Marcelo Rebelo de Sousa salientou ainda que em Portugal foram alcançados “consensos recentes em matéria científica, tecnológica, climática, energética e de investimento”, mas faltaram outros que considerou fundamentais, como na coesão social não territorial: “A democracia ficou para trás, e a coesão social não territorial vai conhecendo altos e baixos em equação de resposta.”

luciano.alvarez@publico.pt

Ajuda externa: Portugal conclui pagamento de 800 milhões ao FMI

Economia
Jornal Económico com Lusa
20:49























“Tive oportunidade de informar os meus colegas de que Portugal ia fazer o pagamento dos 800 milhões de euros do empréstimo do FMI que correspondem à parte final daquilo que era a autorização concedida, mas também daquilo que era o empréstimo em condições menos favoráveis”, anunciou Ricardo Mourinho Félix, em declarações aos jornalistas após a primeira reunião do Eurogrupo.

O secretário de Estado das Finanças anunciou hoje no Eurogrupo, em Bruxelas, que Portugal vai efetuar o pagamento antecipado de 800 milhões de euros ao FMI, concluindo assim o reembolso da tranche mais cara do empréstimo desta instituição.

“Tive oportunidade de informar os meus colegas de que Portugal ia fazer o pagamento dos 800 milhões de euros do empréstimo do FMI que correspondem à parte final daquilo que era a autorização concedida, mas também daquilo que era o empréstimo em condições menos favoráveis”, anunciou Ricardo Mourinho Félix, em declarações aos jornalistas após a primeira reunião do Eurogrupo presidida por Mário Centeno.

O secretário de Estado, que agora representa Portugal nas reuniões do fórum de ministros das Finanças da zona euro, precisou que este pagamento, que deverá ocorrer esta semana, “conclui a autorização que tinha sido pedida e que permitia pagar a totalidade daquilo que era a tranche mais cara do empréstimo do FMI”, no quadro do programa de assistência financeira a Portugal.

“É isso que é concluído agora: o pagamento dessa tranche mais cara”, disse, apontando que ficam ainda cerca de 4,5 mil milhões de euros de empréstimo do FMI por saldar, “mas a uma taxa muito mais baixa”.

Segundo o secretário de Estado, este é “um marco”, no sentido em que o país continua a ter empréstimos das instituições europeias e do FMI, mas neste último caso, “a uma taxa muito mais reduzida”, o que “é importante para o robustecimento da situação das contas públicas”, beneficiando “a consolidação orçamental e a redução da dívida pública”.

“A partir de agora, a gestão será feita comparando sempre aquilo que é o custo da dívida face a estas instituições e aquilo que é o custo de financiamento em mercado”, disse.

Relativamente à apresentação, pela Comissão Europeia, das conclusões da sétima missão de vigilância pós-programa a Portugal, apontou que foi “bastante bem recebida pelas instituições”.

Próximo de Dijsselbloem vai coadjuvar Centeno no Eurogrupo

Economia
Jornal Económico com Lusa
19:02























Vijlbrief, curiosamente uma figura muito próxima do antecessor de Centeno, o seu compatriota Jeroen Dijsselbloem, foi eleito para um mandato de dois anos.

O holandês Hans Vijlbrief foi hoje nomeado presidente do grupo de trabalho do Eurogrupo, o órgão que prepara as reuniões do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro, agora presidido pelo ministro português Mário Centeno.

Vijlbrief, curiosamente uma figura muito próxima do antecessor de Centeno, o seu compatriota Jeroen Dijsselbloem, foi eleito para um mandato de dois anos pelos membros do grupo de trabalho (“Eurogroup working group”), escolha hoje “ratificada” pelos ministros dos 19 países da área do euro, substituindo a partir de 01 de fevereiro de 2018 o austríaco Thomas Wieser, que ocupou o cargo desde 2012.

Hans Vijlbrief ocupou até agora vários cargos nos ministérios de Assuntos Económicos e das Finanças da Holanda, sendo desde 2012 o principal conselheiro do ministro das Finanças da Holanda em assuntos relacionados com o Eurogrupo.

Centeno, eleito em dezembro passado para suceder a Dijsselbloem na liderança do Eurogrupo, presidiu hoje pela primeira vez a uma reunião do fórum de ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas.

“Sobre a Grécia há boas notícias”, disse Mário Centeno após primeira reunião do Eurogrupo

Economia
Jornal Económico com Lusa
19:28























Centeno considerou que o sucesso da terceira revisão “reflete o enorme esforço e a excelente cooperação entre o governo grego e as instituições”

O novo presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, anunciou hoje “boas notícias” sobre a Grécia, com o acordo político alcançado sobre a terceira revisão do programa de assistência em curso, o que permitirá um novo desembolso já no próximo mês.

“Sobre a Grécia há boas notícias. 

Alcançámos um acordo político sobre a terceira revisão do programa do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). 

Saudámos a adoção de quase todas as ações prévias e mandatámos o grupo de trabalho do Eurogrupo para verificar a conclusão das restantes nas próximas semanas”, apontou, em inglês, Centeno.

Acompanhado do comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, e do diretor do MEE), Klaus Regling, na sua primeira conferência de imprensa na condição de presidente do Eurogrupo, Centeno considerou que o sucesso da terceira revisão “reflete o enorme esforço e a excelente cooperação entre o governo grego e as instituições” e permitirá, uma vez concluídas as restantes medidas acordadas com Atenas, um novo desembolso que ascenderá a 6,7 mil milhões de euros.

“Olhando para a frente, podemos começar o trabalho técnico sobre medidas para alívio da dívida, relacionando-a com o crescimento económico”, disse, antecipando já a conclusão com êxito deste novo programa de assistência à Grécia, o que deverá suceder em agosto próximo.

A concluir a sua introdução na conferência de imprensa, Mário Centeno disse que sentiu na reunião de hoje “um grande espírito de equipa”, com objetivos comuns, e garantiu que, pela sua parte, tudo fará para ajudar a operar as mudanças necessárias para tornar “a zona euro mais forte”, e para explicar aos cidadãos a importância dessas reformas.

Acordo sobre a Grécia “é mais um golo marcado pelo Mário”, enaltece Moscovici

Economia
Jornal Económico com Lusa
19:48























Bravo pela tua excelente gestão deste primeiro encontro do Eurogrupo sob a tua presidência", disse o comissário europeu dos Assuntos Económicos a Mário Centeno.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos elogiou hoje Mário Centeno pela forma como conduziu os trabalhos na primeira reunião do Eurogrupo a que presidiu, considerando que o acordo político sobre a Grécia é um “belo golo” numa estreia à “Ronaldo”.

Na conferência de imprensa conjunta no final da reunião do fórum de ministros das Finanças da zona euro, onde também marca sempre presença, Pierre Moscovici, dirigindo-se ao novo presidente do Eurogrupo, felicitou-o pelo trabalho hoje realizado, e recuperou a analogia futebolística lançada pelo antigo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, que “batizou” Centeno como “o Ronaldo do Ecofin”.

“Bravo pela tua excelente gestão deste primeiro encontro do Eurogrupo sob a tua presidência. 
Sabes que tens o apoio da Comissão e o meu. 
Digo-o como comissário e como amigo. 
Todos aqui sabem como chamamos ao Mário: dizemos que é o Ronaldo da economia portuguesa, e acontece que logo na sua primeira prestação, no seu primeiro jogo, marcou um belo golo, marcámo-lo coletivamente contigo, e saúdo a decisão do Eurogrupo de fechar a terceira revisão do programa grego”, disse o comissário francês.

Mais à frente na sua intervenção, Moscovici abordou um dos pontos da agenda discutidos no Eurogrupo, que Centeno não abordou na sua intervenção, a sétima missão de vigilância pós-programa a Portugal.

Num breve resumo, e embora advertindo que persistem desafios, como o crédito malparado e a ainda elevada dívida pública, Moscovici resumiu as conclusões da missão apontando que a mesma “confirma a melhoria da situação económica e financeira do país nos últimos seis meses”.

“Por isso, é mais um golo marcado pelo Mário”, rematou.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Mariano Rajoy fala às 13h sobre eleições na Catalunha

AO MINUTO ACTUALIZADO HÁ 9 MINUTOS
Alexandre Martins
22 de Dezembro de 2017, 12:33


Presidente do Governo espanhol vai reagir aos resultados de quinta-feira: o Cidadãos foi o partido mais votado, mas as formações separatistas mantiveram a maioria absoluta na Generalitat.





























Há 3 minutos

Encerramos aqui o minuto a minuto sobre a Catalunha.

Há 3 minutos

Puigdemont pode ser Presidente da Catalunha estando na Bélgica? Veja as perguntas e as respostas sobre a situação dos eleitos catalães no exílio ou detidos em Espanha.

Há 8 minutos
CatECP recusa apoio a um Governo liderado por Carles Puigdemont
O líder da coligação CatECP (Catalunya en Comú e En Comú Podem, ambos de esquerda) disse esta sexta-feira que não admite viabilizar um futuro Governo catalão em que o líder seja Carles Puigdemont – ou que o seu partido, o Junts per Catalunya (JuntsxCat), assuma a liderança nesse Executivo.

Para Xavier Domènech, a questão não é a figura de Puigdemont, mas sim o programa político de direita do Junts per Catalunya: "Somos a força que não se subordinará à direita, a nenhuma delas, porque entendemos que o debate é reconstruir os projectos de mudança e, ao mesmo tempo, reconstruir o país."

O partido mais votado nas eleições de quinta-feira na Catalunha foi o Ciudadanos (liberal, pró-Espanha), mas as duas maiores formações independentistas mantiveram, juntas, uma maioria absoluta no Parlamento – o Junts per Catalunya (centro-direita, republicano) e a Esquerra Republicana (esquerda).

Apesar de o CatECP ter dito que não apoiará (nem num Governo, nem apenas no Parlamento) um Governo liderado por Puigdemont, a extrema-esquerda da CUP já disse que admite viabilizar esse cenário: Carles Rivera disse que apoiará esse projecto desde que tenha à frente do Executivo um "presidente independentista", com a principal função de "construir a república" catalã.

Os quatro deputados da CUP (Candidatura de Unidad Popular) são essenciais para a viabilização de uma liderança independentista na Catalunha: seja qual for o acordo, para que esse acordo se traduza num Governo maioritário ou num Governo minoritário com apoio parlamentar, os quatro deputados da CUP são essenciais: os 34 deputados do Junts per Catalunya e os 32 da Esquerra Republicana ficam a dois da maioria absoluta.

Composição do Parlamento espanhol após as eleições (135):

Ciudadanos (liberal, pró-Espanha): 37 deputados
Junts per Catalunya (centro-direita, republicano e independentista): 34 
Esquerra Republicana/Catalunya Sí (esquerda, republicano e independentista) 32
Partido de los Socialistas de Cataluña (centro-esquerda): 17
Catalunya en Comú/En Comú Podem (esquerda): 8
Candidatura de Unidad Popular (extrema-esquerda): 4

Partido Popular (direita): 3

Há 52 minutos
Artur Mas e Rovira entram na lista de investigados por "rebelião"
O juiz Pablo Llarena, do Supremo Tribunal espanhol, anunciou esta sexta-feira que o antigo presidente da Generalitat Artur Mas, a dirigente da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Marta Rovira, e outros quatro independentistas vão ser incluídos nas investigações por "rebelião, sedição e desvio de fundos" na sequência do referendo de 1 de Outubro e das iniciativas adoptadas pelo parlamento autónomo para proclamar a independência.

14:36
Sánchez exige que Rajoy apresente uma solução para a Catalunha
Ana Gomes Ferreira


















O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, defendeu esta sexta-feira que o chefe do Governo, Mariano Rajoy (PP, conservador), deve abandonar o seu imobilismo quanto à crise na Catalunha e propor "uma solução política", depois de os partidos independentistas terem conseguido, juntos, uma nova maioria nas eleições de quinta-feira.

Sánchez diz que "está em perigo a convivência na Catalunha e a recuperação económica espanhola" e, por isso, Rajoy deve avançar com uma proposta — o presidente do Governo, porém, fechou as portas ao diálogo. 

"O PSOE ofereceu uma rota alternativa ao independentismo. 
Chegou a hora de Rajoy explicar a sua proposta para decidirmos se o apoiamos", disse o líder dos socialistas, comentando o facto de o PP ter conseguido eleger apenas três deputados na Catalunha. 

Perante este cenário, Sánchez disse que o independentismo "só será derrotado com um projecto de reconciliação nacional" — e considerou o PSOE "o único partido capaz” de conduzir esse projecto e de governar Espanha" (Rajoy também disse que não haverá eleições antecipadas em Espanha devido ao resultado na Catalunha). 


O socialista conclui que a situação que se vive na Catalunha neste pós-eleições não é consequência da aplicação do Artigo 155 mas sim da "inacção" política de Rajoy: "Foram muitos anos a olhar para o lado."

Há 12 minutos
Artur Mas e Rovira entram na lista de investigados por "rebelião"

O juiz Pablo Llarena, do Supremo Tribunal espanhol, anunciou esta sexta-feira  que o antigo presidente da Generalitat Artur Mas, a dirigente da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Marta Rovira, e outros quatro independentistas vão ser incluídos nas investigações por "rebelião, sedição e desvio de fundos" na sequência do referendo de 1 de Outubro e das iniciativas adoptadas pelo parlamento autónomo para proclamar a independência.

Há 3 minutos
Sánchez exige que Rajoy apresente uma solução para a Catalunha
Ana Gomes Ferreira
O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, defendeu esta sexta-feira que o chefe do Governo, Mariano Rajoy (PP, conservador), deve abandonar o seu imobilismo quanto à crise na Catalunha e propor “uma solução política”, depois de os partidos independentistas terem conseguido, juntos, uma nova maioria nas eleições de quinta-feira. 
Sánchez diz que “está em perigo a convivência na Catalunha e recuperação económica espanhola” e, por isso, Rajoy deve avançar com uma proposta — o presidente do Governo, porém, fechou as portas ao diálogo. 
“O PSOE ofereceu uma rota alternativa ao independentismo. 
Chegou a hora de Rajoy explicar a sua proposta para decidirmos se o apoiamos”, disse o líder dos socialistas, comentando o facto de o PP ter conseguido eleger apenas três deputados na Catalunha. 
Perante este cenário, Sánchez disse que o independentismo “só será derrotado com um projecto de reconciliação nacional” — considerou o PSOE “o único partido capaz” de conduzir esse projecto e de governar Espanha” (Rajoy também disse que não haverá eleições antecipadas em Espanha devido ao resultado na Catalunha). 

O socialista conclui que, na sua opinião, a situação que se vive na Catalunha neste pós-eleições não é consequência da aplicação do artigo 155 mas da “inacção” política de Rajoy. “Foram muitos anos a olhar para o lado”.

Há 10 minitos
A ceia de Natal de Junqueras na prisão
Ana Gomes Ferreira

O jornal espanhol El País divulgou a ementa de Natal da prisão Madrid VII onde está detido Oriol Junqueras. 
Na noite de 24, o dirigente da ERC e os outros 1150 presos vão jantar consomé, filetes de pescada com molho e, de sobremesa, pudin flã e doces de Natal. 
No dia 25, o almoço será “salada de Natal” com espargos, delícias do mar, milho e atum, bife com batatas fritas e profiteroles de nata (três para cada preso). 
Nota o jornal que os detidos não têm direito de beber álcool.

MOMENTO-CHAVE
Há 16 minutos
Rajoy: Artigo 155 acaba "quando houver um novo governo na Catalunha"
O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, deu uma conferência de imprensa ao início da tarde sobre os resultados das eleições na Catalunha. Ficam aqui os pontos principais:

Rajoy não admite dialogar com Carles Puigdemont, que propôs uma conversa fora de Espanha. O presidente do Governo espanhol disse que só vai falar "com quem ganhou as eleições, que foi a senhora Arrimadas". À questão sobre se admite encontrar-se com Puigdemont se ele vier a ser o líder de um Governo formado pelos partidos separatistas, Rajoy deu uma resposta institucional, que não esclarece se Puigdemont poderá assumir essa posição devido ao facto de ser procurado pela Justiça espanhola: "Tenho de falar com a pessoa que vier a exercer a presidência da Generalitat."

O Artigo 155 será levantado no prazo estabelecido pelo Senado, isto é, "quando houver um novo governo na Catalunha".

A pesada derrota do Partido Popular nas eleições na Catalunha foi desvalorizada por Mariano Rajoy: se é verdade que o seu partido foi muito penalizado, Rajoy não considera que essa penalização tenha acontecido por causa da aplicação do Artigo 155; aconteceu porque houve outro partido (o Cidadãos) que congregou os votos de quem não defende o separatismo.


No seguimento desta análise, Rajoy afasou qualquer possibilidade de convocar eleições antecipadas em Espanha.

Há 25 minutos

Pontos principais da conferência de imprensa de Mariano Rajoy






















Felicitou Inés Arrimadas, "que ganhou as eleições."

"Os que queríamos a mudança não conseguimos os deputados suficientes. Mas os independentistas foram perdendo apoios, menos do que gostaríamos, mas continuam a perder apoios: 76 em 2010, 74 em 2012, 72 em 2015 e ontem 70."

"O que também fica claro é que ninguém pode falar em nome da Catalunha se isso não contemplar toda a Catalunha. A Catalunha é plural, não é monolítica, e todos devemos cultivar essa pluralidade. É evidente que a fractura é muito grande e que vai levar tempo a recompor-se. Essa devia ser a primeira obrigação de todos os actores políticos."

"Compete agora aos partidos políticos da Catalunha oferecerem uma solução governativa, seja ela qual for. O Governo [espanhol] estará ao lado de todos governos em Espanha e em toda a Europa que se submetam ao primado da lei. Sem um governo respeitável na Catalunha que aceite o primado da lei, não se produzirá o regresso das empresas que saíram, a recuperação do turismo e a continuação do crescimento económico e da criação de emprego."

"Umas eleições oferecem uma oportunidade para se abrir uma nova etapa. A partir de agora acredito que o diálogo vai começar, e não a confrontação. O Governo espanhol quer oferecer a todos a sua vontade de diálogo, realista, sempre dentro da lei, para resolver os problemas dos catalães."

"Creio que o Artigo 155 foi aplicado como deveria ter sido. Não foi aplicado quando o governo catalão tomou a sua primeira decisão contrária à lei. Aplicou-se com uma enorme maioria no senado, de uma forma inteligente porque não decidimos nomear um novo governo – foi o Governo de Espanha que assumiu essa responsabilidade. Ninguém na Europa apoiou a posição dos independentistas e foram convocadas eleições rapidamente."

"A todas as pessoas que vivem na Catalunha ofereço a própria actuação do Governo de Espanha, como presidente desse Governo, que é consequentemente presidente dos cidadãos da Catalunha. Farei um esforço para manter um diálogo com o novo governo [catalão], mas também um esforço para que a lei se cumpra. Portanto, creio que há muitos objectivos – um, muito importante, é tentar superar a fractura muito dura que foi uma das principais consequências das decisões erradas que foram tomadas nos últimos tempos. Estamos abertos a normalizar a situação – agora estamos numa época de crescimento económico e de criação de emprego, mas ainda falta fazer muito, e para isso é preciso estabilidade. Se não se adoptarem decisões unilaterais e se o primado da lei se mantiver, as coisas podem funcionar de outra forma. Não aceitarei que se viole a Constituição espanhola."

Tenho que me sentar com quem ganhou as eleições, que foi a senhora Arrimadas.


"O presidente assume tudo o que acontece ao Partido Popular, como o assumem todos os membros do Partido Popular. O resultado eleitoral do Partido Popular não foi nada do que estávamos à espera."

MOMENTO-CHAVE
Há 48 minutos
Rajoy recusa encontrar-se com Puigdemont
O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, afastou esta sexta-feira qualquer possibilidade de se encontrar com Carles Puigdemont, ex-líder da Generalitat catalã e líder da lista independentista mais votada nas eleições de quinta-feira.

Durante as perguntas dos jornalistas no final da declaração sobre as eleições, Rajoy respondeu ao desafio de Puigdemont sem sequer pronunciar o seu nome: "Tenho que me sentar com quem ganhou as eleições, que foi a senhora Arrimadas."


À questão sobre se admite encontrar-se com Puigdemont se ele vier a ser o líder de um Governo formado pelos partidos separatistas, Rajoy deu uma resposta institucional, que não esclarece se Puigdemont poderá assumir essa posição devido ao facto de ser procurado pela Justiça espanhola: "Tenho de falar com a pessoa que exercer a presidência da Generalitat."


Há 9 minutos
EM DIRECTO: Comunicação de Mariano Rajoy (13h)
O jornal desportivo Marca já abriu um canal directo no YouTube para a comunicação (ou conferência de imprensa) do presidente do Governo espanhol.

Mariano Rajoy deverá começar a falar às 13h sobre os resultados das eleições de quinta-feira na Catalunha e os próximos passos do Governo espanhol.


Há 18 minutos
Opinião: Catalunha, uns séculos depois
Manuel Alegre
"Seja como for Portugal não tem que tomar partido. 
Infelizmente já o fez. 
O Presidente da República e o Governo colaram-se a Rajoy e à Constituição espanhola, o que é quase ridículo, além de me parecer um tanto contrário a uma tradição portuguesa de prudência sempre que se trata dos nossos irmãos do lado. 
Foi o que sempre ouvi a Mário Soares: 'Na Europa, sim, mas nunca atrás ou a reboque da Espanha'."

Ler aqui a opinião de Manuel Alegre sobre as eleições na Catalunha.


Há 22minutos
Catalunha: a clara incerteza
Diogo Queiroz de Andrde
"Quando quiser voltar a falar com Madrid, [Carles Puigdemont] terá a voz reforçada pela votação (e pela possível liderança de um novo governo regional), mas também fragilizada pela falta de apoios europeus e por não ter vencido as eleições."

Ler aqui o editorial do PÚBLICO sobre as eleições na Catalunha.

Há 25 minutos
Perde Rajoy e ganha o independentismo
Afinal, não mudou mesmo muito, escreve a enviada do PÚBLICO à Catalunha, Sofia Lorena. Mesmo com líderes detidos ou em Bruxelas, os independentistas ficam em maioria no Parlamento catalão. O Cidadãos de Inés Arrimadas foi o partido mais votado, mas nunca conseguirá governar, e o PP foi esmagado.

12:39
O que dizem os jornais espanhóis sobre as eleições catalãs
Os jornais espanhóis dividem-se na análise à vitória do Cidadãos, com Madrid a não poupar críticas e a prever tempos difíceis sem a maioria absoluta.

El País: "O resultado promete um começo incerto do próximo mandato, depois de um escrutínio que lança elementos muito esperançosos, outros menos estimulantes e que, em geral, não parece assegurar automaticamente uma estabilização de sua vida política."

El Mundo: "Os resultados colhidos por Carles Puigdemont e Oriol Junqueras – dois políticos, entre outros, sobre quem pende um julgamento criminal tão cruel quanto inexorável – revela a vitória de uma esperança estúpida: a de que os votos limpam os crimes. 
Mas, assim como a corrupção não é purgada nas pesquisas, o banco dos réus ainda está à espera dos acusados de rebelião e sedição."

MOMENTO-CHAVE
12:35
Puigdemont propõe encontro com Rajoy fora de Espanha
Carles Puigdemont, ex-líder da Generalitat catalã e líder da lista independentista mais votada nas eleições de quinta-feira, propôs reunir-se com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, fora do país – "em Bruxelas ou onde quer que seja" – para iniciar um diálogo sem condições sobre o futuro da Catalunha.